A leste do Éden e a oeste de Roma, vejo o mar de prédios desde o 16° andar, ainda longe do céu. Há caixas espalhadas pelo apartamento onde durmo em um canto, mas a mudança não é minha. Ou às vezes parece que é.
As pessoas são fragmentos. O que passa delas por nós são pedaços de fragmentos. Eles se colam feito ímãs ou restam no chão como poeira. Seu tamanho reflete sua importância.
Aqui, a oeste de Roma e muito distante do Éden, esqueci do mundo que queria esquecer por um tempo. Volto agora tendo de lembrar de todo ele, inteiro com seu conjunto de fragmentos. E de novo, sempre em mente aquilo que me levou a oeste de Roma, a leste do Éden: sou pó, sou um pedaço que não passa de poeira.




1 Comentário
Julho 9, 2009 às 6:37 pm
Meu Deus, tu tá ficando poeta!!!!!!!!