Entradas do Novembro 2007

Novembro 27, 2007

As mensagens que quero te levar precisam de bons mensageiros

Cavaleiros de Cydonia, passem por mim e levem minha mensagem para John Fante: obrigado por me fazer deixar de temer a emoção. (Desde o dia em que te beijei pela primeira vez vi que não passaria um minuto sem pensar em ti.) Ziggy Stardust, leve em sua nave meu recado para Oscar Wilde: agradeço por ensinar a [...]

Novembro 20, 2007

Todos amam a beleza que morre cedo (menos eu, menos você)

Toca a minha pele e sente como esquenta e treme e vive. Vapor da boca em troca, você e eu e nós e oxigênio. Me escuta, olha pra mim: eu amo você, entende? Só não vou escrever nada sobre esse assunto nas paredes. É que meu irmão fez isso. Ele rabiscou que amava alguém com giz de cera colorido. Depois, tentou [...]

Novembro 14, 2007

O limbo de memórias onde apareceu hoje um prato quebrado no passado

Quebrei um prato. Fui aumentar o volume da TV porque passavam muitos carros barulhentos na rua. A mesinha onde ele estava, daquelas com a qual se leva o café da manhã, meio capenga, a coloquei sobre um pufe, aí ela se encolheu de um lado e o prato escorreu, cheio de salada, rumo ao chão. Olhei [...]

Novembro 12, 2007

De presente te darei aquela lua que brilha por baixo

Acordei contigo chorando. Ele havia voltado para ficar mais alguns dias em teus sonhos. Nós vimos a lua e não acreditei que fosse, mesmo, a lua. A luz batia embaixo dela. Tive vontade de dá-la a ti de presente para sufocar tua saudade até que ela se torne um sentimento querido de tristeza doce. De presente ganhei um [...]

Novembro 10, 2007

Superpoder low-profile

Os olhos vão fechando do cansaço e aí posso pensar no sentido das coisas que não fazem sentido. O que fazemos só porque precisamos sobreviver. Mudhoney com fuzz e guitarras mixurucas, Page Hamilton toca muito mas odeia solos e só faz barulhos, Jackson Pollock sabia pintar qualquer coisa mas fazia riscalhadas. Você percebeu o coro que [...]

Novembro 5, 2007

Ficaremos, ficaremos somente se for possível o fim

Onde eu vou, eu não sei. Paz, a essa altura, conta mais, e ela está nos teus olhos, nos teus gestos, na tua voz. Estou morrendo, estamos morrendo a cada dia. Porque hospedamos algumas espécies de doenças que não têm cura. Ginseng, comida macrobiótica, regime, exercícios, suco de frutas natural, canja de galinha, coisas que nos manterão vivos por [...]